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Na Fundação Casa de José Américo:

Zé Limeira – O poeta do Absurdo

é relançado!

Clássico da poesia brasileira é reeditado pela Editora Calibán, 28 anos depois de seu primeiro lançamento em 1980.

 

“Estamos muito orgulhosos por ser responsáveis pelo resgate da obra e por termos conseguido realizar a 11ª edição de ‘Zé Limeira – Poeta do Absurdo”, afirma a escritora e editora Patrícia Tenório, que promoverá o lançamento com o autor no dia 22 de agosto, às 19h, na Fundação Casa de José Américo, no auditório Juarez da Gama Batista em João Pessoa-PB.

O autor do livro é o consagrado jornalista paraibano Orlando Tejo, que afirma: ”Zé Limeira foi um debochado e as influências do imaginário mouro-ibérico aparecem de relance em sua obra, além dos neologismos esdrúxulos que construía”.  Recheada de realismo contado em prosa, as poesias da nova edição trazem em versos tudo aquilo que os humanos sentem, mas na maioria das vezes, não percebem, em especial os brasileiros, já que o mundo nordestino sobressai em sua obra.

Com uma voz trovejante de bardo nordestino, anéis por todos os dedos, trajes aberrantes, a viola e o matulão pendurado, Zé limeira, analfabeto de pai e mãe, é o mais mitológico dentre todos os repentistas surgidos no Brasil. Graças ao dedicado trabalho de pesquisa feito por Orlando Tejo, é que as obras de Zé Limeira chegaram ao conhecimento das novas gerações, e que resultou no livro “Zé Limeira, poeta do absurdo”, que tem prefácio de Muniz Sodré, José Quirino, Patativa do Assoré e José Sarney.

“Até no contexto da música brasileira o legado de Limeira continua vivo, devido ao registro de sua faixa Martelo Alagoano, gravada por Lula Côrtes e Zé Ramalho no LP "Nordeste, Cordel, Repente e Canção", coletânea de repentes em 1975 e Visões de Zé limeira sobre o final do século XX já em 82”, revela Tejo, que também é advogado.

“Na construção dos repentes, os poetas em geral se utilizam de um recurso muito comum que é o sacrifício da coerência discursiva em prol da métrica, mola mestra da poesia popular nordestina. Inventam palavras e expressões para que a estrofe acabe rimando no final. Zé Limeira é diferente. Como legítima expressão da barbárie, o caboclo já saia cuspindo seus disparates do primeiro ao último verso. As sílabas, escravas submissas do seu bordão, não tinham direito a tonicidade” define Muniz Sodré.

         

 

Lançamento do livro: Zé Limeira

O poeta do absurdo, Orlando Tejo

264 páginas           Capa: Brochura             Preço: R$ 40,00

Data: 22/08/2008    Local: Fundação Casa de José Américo

Av. Cabo Branco, 3336 – João Pessoa-PB

 

www.editoracaliban.com.br

 

Grupo Expressão: Marco Reis – (21) 2538-1513/ 9631-2130