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“Estamos muito
orgulhosos por ser responsáveis pelo resgate da obra
e por termos conseguido realizar a 11ª edição de ‘Zé
Limeira – Poeta do Absurdo”, afirma a escritora
e editora Patrícia Tenório, que promoverá o
lançamento com o autor no dia 22 de agosto, às 19h,
na Fundação Casa de José Américo, no
auditório Juarez da Gama Batista
em João Pessoa-PB.
O autor do livro é
o consagrado jornalista paraibano Orlando Tejo,
que afirma: ”Zé Limeira foi um debochado e as
influências do imaginário mouro-ibérico aparecem de
relance em sua obra,
além dos neologismos esdrúxulos que construía”.
Recheada de realismo contado em prosa, as poesias da
nova edição trazem em versos tudo aquilo que os
humanos sentem, mas na maioria das vezes, não
percebem, em especial os
brasileiros,
já que o mundo nordestino sobressai
em sua obra.
Com uma voz
trovejante de bardo nordestino, anéis por todos os
dedos, trajes aberrantes, a viola e o matulão
pendurado, Zé limeira, analfabeto de pai e mãe, é o
mais mitológico dentre todos os repentistas surgidos
no Brasil. Graças ao dedicado trabalho de pesquisa
feito por Orlando Tejo, é que as obras
de Zé Limeira chegaram ao conhecimento das novas
gerações, e que resultou no livro “Zé Limeira,
poeta do absurdo”, que tem prefácio de Muniz
Sodré, José Quirino, Patativa do Assoré e José
Sarney.
“Até no contexto da
música
brasileira
o legado de Limeira continua vivo, devido ao
registro de sua faixa Martelo Alagoano,
gravada por Lula Côrtes e Zé Ramalho no LP
"Nordeste, Cordel, Repente e Canção", coletânea de
repentes em 1975 e Visões de Zé limeira sobre
o final do século XX já em
82”,
revela Tejo, que também é advogado.
“Na construção dos
repentes, os poetas em geral se utilizam de um
recurso muito comum que é o sacrifício da coerência
discursiva em prol da métrica, mola mestra da poesia
popular nordestina. Inventam palavras e expressões
para que a estrofe acabe rimando no final. Zé
Limeira é diferente. Como legítima expressão da
barbárie, o caboclo já saia cuspindo seus disparates
do primeiro ao último verso. As sílabas, escravas
submissas do seu bordão, não tinham direito a
tonicidade” define Muniz Sodré.

Lançamento do livro: Zé Limeira
O poeta do absurdo, Orlando Tejo
264 páginas Capa: Brochura
Preço: R$ 40,00
Data: 22/08/2008 Local: Fundação
Casa de José Américo
Av. Cabo Branco, 3336 – João Pessoa-PB
www.editoracaliban.com.br
Grupo Expressão: Marco Reis – (21) 2538-1513/
9631-2130 |