AREIA, BERÇO DE JOSÉ AMÉRICO
Principal município
do Brejo Paraibano, Areia surgiu como povoado em 1625. É a
cidade natal do pintor Pedro Américo, do escritor José Américo
de Almeida e do Padre Azevedo, inventor da máquina de escrever.
Fica a 120 quilômetros da Capital, João Pessoa. Com cerca de 30
mil habitantes é uma pacata cidade do interior e possui vários
prédios tombados pelo patrimônio histórico:
A Igreja de N. S. do Rosário dos Pretos (do século XVII, construída pelos escravos),
o Teatro Minerva (1859, edificado pelas famílias de maior poder aquisitivo da época, daí sua
denominação original: Teatro Particular ); a Igreja Matriz, o Casarão de José Rufino (influente
Senhor de Engenho), a Biblioteca José Américo de Almeida, o Museu Regional de Areia e o Museu-Casa
do pintor Pedro Américo, além da Reserva Florestal do Pau-Ferro e do Centro de Ciências Agrárias da
Universidade Federal da Paraíba, antiga Escola de Agronomia do Nordeste, primeiro campus universitário
de todo o interior do Nordeste. Areia foi a primeira cidade do Brasil a libertar seus escravos, antes
mesmo da Lei Áurea.

Mas Areia reserva para o visitante outra grata surpresa: A cidade possui na zona rural mais de 20 engenhos
que fabricam aguardente-de-cana, mel e rapadura num ambiente de muito verde, vales férteis, riachos com cachoeiras
de águas cristalinas e clima europeu. No verão a temperatura fica entre 20º e 25º C. A altitude é de aproximadamente
620 metros. Leve seu equipamento de filmagem ou máquina fotográfica. O roteiro é deslumbrante e o turista pode obter
imagens inesquecíveis, visitando a região que é considerada a Suiça Paraibana, cenário do romance A Bagaceira e da
Revolta do Quebra-Quilos.